Entenda os novos desafios e tendências do mercado bancário

Estamos vivendo o que tem sido chamado de Era Digital: uma revolução sem precedentes, a Quarta Revolução Industrial. Nesse cenário, o público se tornou mais exigente e consciente e as inovações tecnológicas atingem, direta ou indiretamente, todos os setores da sociedade e da economia. Neste artigo, vamos falar sobre os novos rumos e prognósticos do mercado financeiro e do mercado bancário.

Siga lendo e saiba mais sobre o contexto atual do mercado bancário brasileiro e mundial, que reflete diretamente nos mercados financeiros e, enfim, no bolso das populações.

Mercado bancário na atualidade

Para começar, vamos falar sobre o que é mercado bancário: seu conceito e sua importância nos dias atuais.

O mercado financeiro comporta várias instituições, que lidam com investidores e tomadores de recursos e permitem que produtos financeiros sejam negociados: ações, títulos públicos e fundos de investimento, por exemplo. No mercado financeiro, ocorrem inúmeras transações, realizadas através de intermediários.

Entre as instituições que fazem parte do mercado financeiro, estão os bancos. Assim, o mercado bancário é parte de uma esfera maior, onde se negociam vendas, compras, investimentos e são determinados vários índices e cotações.

Sistema Financeiro Nacional

Para entender melhor sobre o cenário do mercado bancário, precisamos falar sobre sistema financeiro. 

O mercado bancário do Brasil faz parte do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Ele organiza e determina as funções das várias partes do mercado financeiro brasileiro, incluindo o mercado bancário. 

As principais instituições do mercado financeiro do Brasil são:

  • Banco Central do Brasil (BACEN): executa as normas do Conselho Monetário Nacional (CMN) e tem várias responsabilidades, como emitir papel moeda, regular o mercado de capitais no Brasil e as reservas internacionais, receber depósitos compulsórios de bancos e controlar todas as instituições financeiras brasileiras;
  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM): regulamenta e fiscaliza o mercado de capitais brasileiro, e trata de valores mobiliários como ações e debêntures;
  • Instituições financeiras: aqui entra o mercado bancário mais especificamente: instituições operadoras do SFN, como bancos de investimentos e comerciais, cooperativas de crédito e Caixa Econômica Federal. Inclui as bolsas de valores – no Brasil, ela é chamada de B3. 

Agora que você sabe um pouco mais sobre o sistema financeiro – e o mercado bancário – do Brasil, cuja organização é semelhante à da maioria dos outros países, a questão é: quais são os desafios e rumos que aguardam o mercado bancário, especialmente no Brasil, tendo em vista as mudanças sociais, econômicas e tecnológicas que estão ocorrendo?

Novos desafios e caminhos para o mercado bancário na Era Digital

Pode-se dizer que os principais impactos que o mercado bancário – e o financeiro – tem sofrido estão relacionados às inovações tecnológicas dos últimos anos.

E o que está mudando? Por exemplo, a maneira como a população interage com o sistema bancário, o que foi demonstrado recentemente por uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) com a Deloitte. 

Destacam-se o surgimento de fintechs, que refletem o crescimento das transações via mobile banking. O termo “fintech” é derivado de “financial” e “technology”, e são, em geral, startups – empresas – cujo objetivo é a inovação e otimização dos serviços do sistema financeiro. 

Na verdade, as fintechs estão confrontando o mercado bancário conservador, atraindo grande público “desbancarizado”, em setores como:

O mercado bancário brasileiro acompanha de perto a tendência global do desenvolvimento e domínio das fintechs, procurando criar marcos regulatórios relativos a essa realidade.

Mudanças recentes nos métodos de pagamento e nas transações com cartão de crédito

Nos últimos anos, notadamente nos anos 2000, ocorreram várias mudanças na regulação do mercado bancário e do mercado financeiro em geral. Por exemplo, a revogação da exclusividade das bandeiras, definida em 2010. Outra inovação foi a Lei 12.865/2013, responsável por regular a integração das instituições de pagamento e arranjos ao Sistema Brasileiro de Pagamentos, isso em meio à expansão das fintechs.

Portanto, a palavra-chave quando se fala em mercado bancário hoje em dia é tecnologia. Ela tem apresentado novas alternativas e novos desafios aos sistemas de pagamento, no Brasil e no mundo, potencializando uma tendência a aumentar transações por meios eletrônicos e com mobilidade, de maneira cada vez mais segura e rápida. Isso favorece as vendas dos empreendedores.

Podemos citar aqui as maquininhas de cartão, POS e do sistema TEF – móvel – que estão revolucionando o sistema de pagamentos e o mercado bancário, especialmente de crédito. A PayGo, empresa que auxilia o seu negócio na captura e controle de vendas com cartão de crédito, inovou e implantou o sistema POS TEF. Clique aqui e se surpreenda!

Outro reflexo da tecnologia e das mudanças sociais no sistema financeiro é o crescimento dos marketplaces: empresas de varejo não vendem mais apenas a partir de estoques próprios, mas se tornam locais virtuais para comprar e vender. Essas transações, que reúnem vários fornecedores e lojas nos processos comerciais, são baseadas na Internet, que controla inclusive setores como a logística. 

Assim, a compra eletrônica é um dos maiores impactos atuais sobre o mercado bancário: o  caixa físico não é mais essencial, e pode-se pagar através de smartphones, sem possuir cartão físico, com pagamentos instantâneos. 

Existem os cartões de crédito virtuais, disponíveis em aplicativos de bancos e fintechs, que são usados apenas para compras através da Internet. Falando em aplicativos, eles têm se tornado cada vez mais presentes nos smartphones, como forma de controlar contas bancárias e cartões, ou seja, gerenciar despesas e receitas.

Fintechs e bancos digitais

Muitas fintechs estão atuando, no Brasil e no mundo, como bancos digitais, recebendo pagamentos e realizando transações a partir das resoluções CMN 4.649 e 4.684 e da circular 3.900, de 2018. Elas podem fazer TED, DOC, débitos automáticos e emitir boletos.

No mercado bancário e no financeiro ainda vem ganhando espaço, especialmente a partir de 2018, as fintechs de crédito, que focam em oferecer juros menores e menos burocracia e mais rapidez para conseguir crédito, em comparação aos bancos tradicionais. Algoritmos ajudam a diminuir o risco de inadimplência nessas fintechs.

Por outro lado, a partir da resolução CMN 4.656 de 2018 as fintechs de crédito podem se tornar Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP) ou Sociedade de Crédito Direto (SCD), disponibilizando crédito próprio (SCD) ou crédito de terceiros – com o intermédio de tomadores e devedores (SEP), não assumindo riscos de inadimplência. 

Por fim, o decreto 9.544/2018 permite investimento do Exterior, em até cem por cento, em fintechs de crédito. 

Outra tendência em fintechs desta modalidade são as fintechs de credit as a service (CaaS), ou crédito como serviço, destinadas ao mercado B2B – business to business, entre empresas. Isso é possível através da utilização de Big Data, uma das bases da Inteligência Artificial (IA). 

Já na Europa, surgem plataformas de open banking, fintechs que oferecem serviços de compartilhamento de dados dos clientes, de maneira que ele faça a integração de seus dados de várias instituições financeiras com que se relaciona. O sistema é regulado pela General Data Protection Regulation (GDPR). No Brasil não há regulamentação sobre esse negócio ainda.

Enfim, o próximo passo das fintechs no Brasil pode ser o mercado de capitais: por exemplo, broker voltado a investidores do Exterior. Mas isso depende da CVM e jurisdições com outros países. Um memorando do Brasil para a Argentina, tratando de passaporte regional para facilitar a distribuição de fundos de investimento entre esses países é uma tendência. 

Blockchain e criptomoedas

Por fim, falando em mercado bancário, uma influência que vem crescendo é o blockchain, na onda das criptomoedas. Trata-se de uma revolução no mercado financeiro, devido a segurança de dados, diminuição de custos e garantias eficientes para trocas de dados. Aqui, temos os empréstimos sindicalizados efetuados em outros países e a utilização de tokens. 

Mas o mercado bancário brasileiro ainda tem dificuldade para regular blockchain e criptomoedas. Há um projeto de lei inicial relativo à supervisão do BACEN sobre moedas digitais. A CVM, por outro lado, tem procurado controlar as ICOs (Initial Coin Offering), oferta inicial de criptomoedas.

Os bancos tradicionais têm buscado se aproximar de startups como fintechs, e por outro lado o BACEN se preocupa com regulações: desenvolveu o Laboratório de Inovações Financeiras Tecnológicas, voltado a inovações e interligado com Amazon, IBM e Microsoft. 

Esperamos que você tenha gostado do nosso conteúdo sobre mercado bancário, suas inovações e desafios. Deixe sua opinião ou sua dúvida. Se gostou, compartilhe em suas redes sociais! Entre em contato com a PayGo. Nós vamos ajudá-lo a utilizar as melhores tecnologias para aumentar suas vendas. 

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