Como você pode conhecer mais o seu cliente utilizando meios de pagamento?

Seja você um comerciante eletrônico ou um fornecedor de software, no mundo B2B ou B2C, conhecer seu cliente deve estar no centro de suas preocupações comerciais. 

Ou, se você representa uma instituição financeira ou alguma empresa que lida com clientes, poderá enfrentar possíveis multas, sanções e danos à reputação, se fizer negócios com um lavador de dinheiro ou um terrorista. 

Há vários meses, o termo KYC (Know Your Customer), um acrônimo em inglês para “Conheça Seu Cliente”, aparece em fintechs, empresas de meios de pagamento ou na mídia de relacionamento com clientes. 

Esse conceito surgiu no Acordo da Basiléia que buscou criar um conjunto de regras e normas que deveriam guiar as instituições financeiras.

Muito mais do que uma nova palavra da moda, este termo refere-se a um processo legal que está em vigor há vários anos e é obrigatório para as instituições de pagamento, a fim de garantir a legitimidade de suas atividades. 

É também, e acima de tudo, uma garantia para as empresas que utilizam estes serviços financeiros, em termos de transparência financeira e crescimento.

KYC refere-se às medidas tomadas por uma instituição financeira (ou empresa) para:

  • Estabelecer identidade do cliente;
  • Entender a natureza das atividades do cliente (o objetivo principal é satisfazer a legitimidade da origem dos fundos do cliente);
  • Avaliar os riscos de lavagem de dinheiro associados a esse cliente para fins de monitoramento das atividades do cliente.

Leitura recomendada: Entenda sobre meios de pagamento e as maquininhas de cartão

Entenda um pouco mais do termo “Conheça Seu Cliente”

“Conheça Seu Cliente” é um conjunto de regulamentos para empresas que lidam com dinheiro, e o significado está em seu nome, literalmente.

Quanto mais familiarizado você estiver com seu cliente e seus hábitos, melhor será capaz de detectar atividades suspeitas. 

Existem vários componentes importantes do KYC. Iremos discorrer sobre eles abaixo. Confira!

Verificando a identidade do cliente

O primeiro passo para a conformidade com o KYC é verificar a identidade dos clientes antes que eles abram uma conta. 

As empresas devem ter um Programa de Identificação do Cliente (CIP) por escrito que defina como elas confirmam que um novo cliente é quem ele diz ser. 

As especificidades de um CIP individual variam de acordo com o tamanho e o tipo de negócios, mas os CIPs geralmente exigem as seguintes informações dos clientes:

  • Nome;
  • Data de nascimento;
  • Endereço completo;
  • Número de identificação.

Os bancos verificam as informações dos clientes por meio de uma documentação, como um passaporte ou um documento de identidade emitido pelo governo. 

Eles também podem confirmar com fontes de terceiros, como um banco de dados público ou outra instituição financeira.

A verificação da identidade de um cliente impede o roubo de identidade e a fraude, mas essa etapa também é importante para garantir que eles não sejam terroristas ou criminosos já conhecidos.

Um banco de dados também deve exibir o nome de um cliente em relação às listas do Governo Federal de terroristas conhecidos, pessoas suspeitas ou organizações terroristas.

Fazendo o due diligence junto aos clientes (CDDCustomer Due Diligence)

Depois de conhecer a identidade, o próximo passo para conhecer seu cliente é antecipar e monitorar seus hábitos de consumo. 

Bancos de dados modernos e Ciência de Dados facilitam isso. Os bancos criam um perfil de gastos para cada novo cliente que prevê os tipos de transações que eles farão. 

Isso é baseado em características conhecidas e no comportamento de clientes semelhantes. Então, se o cliente se comportar fora das previsões do banco, como começar a utilizar meios de pagamentos online que nunca apareceram em seu histórico, será mais capaz de denunciá-lo como sendo um comportamento suspeito.

O monitoramento de CDD ajuda a proteger os bancos de perdas de fundos para fraudes, acessos à sua reputação e comprometimento da segurança. 

Isso também oferece um benefício adicional para os clientes. Monitorar os gastos fortalece a capacidade dos bancos de alertar os clientes sobre atividades suspeitas em suas contas.

Monitorando os riscos

No início de qualquer relação comercial, os bancos também atribuem uma classificação de risco a um novo cliente. 

Isso indica a probabilidade da pessoa tentar atividades fraudulentas, como lavagem de dinheiro. 

Se o cliente for considerado de alto risco, o banco pode se recusar a negociar com ele. De acordo com a classificação de risco, o banco deve indicar com que frequência e com que intensidade as transações do cliente devem ser monitoradas em busca de atividades suspeitas. 

Bandeiras vermelhas comuns podem incluir transferências eletrônicas repetidas, transações com contas no exterior e movimentação internacional de dinheiro.

Clientes de alto risco podem ser sinalizados para a Diligência Aprimorada (EDDEnhanced Due Diligence) com base em vários fatores. 

Por exemplo, o cliente pode ser uma pessoa politicamente exposta (PEP), o que significa que eles estão em cargos públicos e vulneráveis à corrupção. O monitoramento adicional deve ser definido para essa pessoa com base no nível de risco que ela representa.

Veja também: Gestão de riscos: o que é e qual sua importância em uma empresa.

A importância do KYC

O KYC é uma prática comercial padrão global presente na regulamentação no setor de investimentos. 

É uma exigência dos regulamentos do setor proteger todas as partes interessadas e os interesses de negócios de qualquer empresa de investimento ou investidor, especialmente se houver muito dinheiro em jogo.

Se uma empresa ou emissor cumprir as políticas que envolvam conhecer o seu cliente, reduzirá os riscos financeiros de seus acordos comerciais com clientes específicos. 

Essas verificações também podem ser estratégias vitais para o gerenciamento de riscos, a fim de evitar que se envolvam em relações comerciais com clientes em potencial que participaram de negociações obscuras ou de outras atividades ilegais.

A importância do KYC é evidente, claramente, do ponto de vista do cliente. 

Embora essas verificações rigorosas possam ser um processo oneroso para o cliente, elas criam um ambiente seguro e confiável para permitir atividades financeiras ou de investimento com a empresa. Os clientes terão a certeza de que estão trabalhando com uma empresa legítima.

Construir confiança entre ambas as partes (cliente e empresa), no relacionamento comercial, é a chave para o sucesso, e todos na PayGo se dedicam a esse objetivo.

Que empresa não quer transmitir confiança para seus possíveis investidores e ainda garantir que todos os seus clientes são pessoas bem intencionadas? 

Essa combinação pode ser muito importante na hora de fechar mais vendas.

Seu novo aliado

Ao conhecer o seu cliente e utilizar as normas do KYC, você diminui o risco de atividades ilícitas e fraudes. 

Quanto mais informações você puder reunir de seus clientes e se sentir confiante em relação às suas verdadeiras identidades, melhor será capaz de prever riscos e detectar atividades suspeitas – antes que isso possa causar danos significativos para seu negócio.

Lembre-se de que quando você utiliza opções como o TEF PayGo, você aprende mais sobre quem é o seu cliente e aumenta as chances de garantir que a pessoa em questão é idônea e bem intencionada.

Os meios de pagamento que a PayGo oferece podem ser seus grandes aliados na hora de evitar fraudes e outros problemas financeiros. Portanto, utilize essas ferramentas para impulsionar seus resultados e aumentar a segurança do seu negócio.

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